Depois de sete anos como aluno interno em três diferentes escolas (Salisbúria, na antiga Rodésia; Tete, Minas do Mavuzi; Guro e os esplendorosos matos de Manica e Sofala, de abundante fauna bravia), calhou-me ir parar à cidade da Beira. Foi em Maio de 1953 e tinha aceitado ir trabalhar para a Agência de Turismo de Moçambique, uma entidade que também efectuava excursões à Gorongosa. A minha primeira visita à então. Reserva de Caça da Gorongosa, com turistas, foi como voltar ao Guro. Elefantes, leões, búfalos, leopardos, uma imensa variedade de antílopes, hipopótamos, crocodilos e uma espécie de paraíso terreal de aves com mil reluzentes corem. A estrada que nos levava da Beira à Reserva passava pelo Dondo e Inhaminga, terra batida, claro. Na “milha” 43, salvo erro, saía-se em direcção ao rio Urema, atravessado de batelão. Alguns quilómetros mais para diante estava o Chitengo, único acampamento da Reserva da Gorongosa. Aí conheci o senhor Alfredo Rodrigues, funcionário branco da Reserva e principal responsável da mesma – então com limites confinantes com os rios Pungué e Urema. Chamo- lhe senhor porque, além do respeito natural observado nesse tempo, eu tinha 25 anos e ele entre os 50 e 60, com bastante conhecimento do fantástico mundo da fauna bravia. Bom homem com quem me dei muito bem durante
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